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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Psicologia e Diminuição da Maioridade Penal no Brasil


O que eu, uma pessoa politicamente envolvida com a nação posso dizer a respeito da Diminuição da Maioridade Penal no Brasil, partindo de meus conhecimentos teóricos em psicologia e de minha orientação política?

SOU A FAVOR da Diminuição DESDE QUE:

domingo, 2 de junho de 2013

Sou Cristão, estou muito angustiado, e não sei o motivo


Gostaria de compartilhar uma experiência que acredito ser relevante. Muitas vezes sou procurado por cristão sinceros (católicos e evangélicos), que sabem da minha trajetória passada por instituições religiosas, buscando compartilhar suas experiências e dores emocionais. O que percebo é que muitas dessas pessoas estão morrendo por dentro, mas continuam alimentando uma "capa" de vitória... afinal de contas, é "feio" para um crente convicto demonstrar sofrimento, afinal "é mais do que vencedor"...

sábado, 23 de fevereiro de 2013

EXISTE COMPREENSÃO MÚTUA NO DIÁLOGO ENTRE ESQUIZOFRÊNICOS?

Um dos fenômenos mais interessantes que presenciei em psicopatologia ocorreu durante uma de minhas visitas para estudos em uma Clínica Psiquiátrica durante a faculdade. Conversando com um dos pacientes internos, estávamos eu e minha parceira tentando conhecer um pouco o caso clínico de um esquizofrênico, quando de repente chega outro paciente esquizofrênico no meio da conversa. O momento interessante se deu quando um deles falou “_Escuta ai, os alienígenas estão se comunicando, pega essa frequência [de rádio que passava dentro da cabeça dele/fazendo sinal com as mãos sobre sua cabeça], você tá ouvindo?” ao passo que o outro paciente responde “_Não estou ouvindo não”, “Espera ai que eu vou sintonizar a onda e mandar para você...[Faz um semblante de que está fazendo força mental]... Pronto e agora?”, “_Não [Vira para mim e diz], esse cara é maluco!” (Confesso que a cena foi muito engraçada).

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Invisibilidade Social: Um processo psicossocial


Invisibilidade Social foi um termo ficou bastante conhecido na psicologia brasileira após a publicação do relato do Dr. Fernando Braga da Costa, em seu livro “Homens Invisíveis: Relatos de uma humilhação social”, do tempo em que, para fazer sua pesquisa de graduação na USP, em psicologia social II, se vestiu de gari no campus universitário e foi trabalhar com os mesmos.

Paralelo entre as epistemologias do Positivismo, Fenomenologia e Marxismo (Simplificado) para Psicologia


Epistemologia
Positivismo
Fenomenologia
Marxismo
Fundador
August Comte (1798 – 1857)
Edmund Husserl (1859 - 1938)
Karl Marx (1818 – 1883)
Método de Investigação
Empírico
Epoché
Dialético
Influências filosóficas recebidas
Berkeley, Locke, Hume
Platão, Aristóteles, Descartes, Kant e Brentano
Hegel, Kant, Owen, Saint Simon, Fourier e D. Ricardo
Objeto de Estudo
Somente o que for passível de observação e experimentação
A essência dos fenômenos
As relações dialéticas que perpassam e formam a realidade
Paradigma nas ciências
Ciências Naturais
Ciências Humanas
Ciências Humanas e Sociais
Escolas Influenciadoras
Empirismo, Mecanicismo e Determinismo
Humanismo e Existencialismo
Idealismo Clássico Alemão, Socialismo Utópico e Economia Política Inglesa
Visão de Homem
Objeto
Sujeito
Sujeito em relação com o mundo
Influenciou as escolas psicológicas
Behaviorismo, Cognitivismo
Gestalt e algumas Humanistas
Histórico Cultural
Psicólogos que influenciou
Wundt, Watson,  Skinner e Piaget
Koffka e Wertheimer
Vygotsky


As noções de sujeito, indivíduo e sociedade de Edgar Morin


Edgar Morin (1921-atual)

Edgar Morin (1921-) é um filósofo, sociólogo e antropólogo francês de origem judaica, considerado um dos principais pensadores da atualidade e o principal teórico da “complexidade”. Seu pensamento é de grande influência à psicologia moderna por suas concepções para uma nova forma de escola teórica na mesma.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Skinner e a 2ª Guerra Mundial: Pombos Mísseis e Condicionamento Operante


Que Skinner foi um dos maiores psicólogos vivos da face da Terra é algo inquestionável, suas contribuições ao que conhecemos como psicologia moderna, que vai da área clínica à psicologia social, perduram desde sua sistematização até os dias atuais. O Condicionamento Operante foi, por suas teorias, explicado com grande maestria e tem sido utilizados desde tal data até agora na amenização e para sanar grandes problemas psicoterápicos e psicossociais. Mas uma grande curiosidade sobre a vida de Skinner é que ele utilizou seus conhecimentos a serviço da 2ª Guerra Mundial pelas forças armadas norte americanas.

domingo, 6 de maio de 2012

Freud e seus fragmentos de Deus: Um ateísmo ambivalente?

O texto abaixo foi escrito pelo professor Dr. Armando Nicholi, M.D. da Universidade de Harvard, e é interessante para os psicólogos da religião, filósofos ou interessados no tema.

"Freud foi de encontro, clara e enfaticamente, à noção de que há “Alguém” além deste mundo. Ele descreve sua cosmovisão como secular e a chama de “cientifica”, e ele alegou que não há nenhuma outra fonte de conhecimento do universo que não seja “a cautelosa observação, o que chamamos de pesquisa.” Logo, nenhum conhecimento, ele disse, pode ser derivado de revelação ou intuição. Ele afirmou que a noção do universo criado por um ser “parecido com o homem mas exaltado em cada aspecto, um super homem idealizado, reflete a grotesca ignorância dos povos primitivos.” Ele afirmou que nenhuma pessoa inteligente pode aceitar os absurdos da cosmovisão religiosa.

domingo, 1 de abril de 2012

Porque existem tantas abordagens na Psicologia?

Psicanálise, Behaviorismo, Gestalt, Humanismo, Cognitivismo, Humanismo, Psicodrama, Psicologia Sociohistórica, Sistêmica, Transpessoal, Bioenergética, Indivivual, Analítica, Construcionismo, Construtuvismo, Logoterapia... como se encontrar entre tantas abordagens e teorias? Porque tantos nomes e teorias diferentes para se tratar do homem?


Somos ensinados desde os primeiros dias aula que existem escolas do saber em psicologia que representam diferentes visões do homem, e cada uma possui sua base epistemológica e metodológica no desempenho de suas funções, e que no final, elas todas “funcionam”.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Confissões de um paciente suicida, terapia medicamentosa e o modelo hospice

Era mais uma aula de Psicopatologia na Clínica Psiquiátrica com seus estudantes de psicologia dispostos em um círculo sob o centro da sala. A proposta do dia era simples, apresentar a anamnese de um paciente.

Sob o frio do ar condicionado que refrigerava o ambiente, e tutela do professor Mestre em Psiquiatria, fomos apresentados ao Paciente “G”, de 20 anos. O rapaz era alto, forte, moreno, e muito limpo se comparado aos padrões dos demais pacientes da clínica. Sentou-se no meio do grupo em uma cadeira confortável e começou a narrar, em uma entrevista, sua história, de forma sem vida e com olhar vago sobre o horizonte.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Primeira experiência em um hospital psiquiátrico: Hospício, suas desumanidades e mecanismos de segregação

Era minha primeira experiência em um hospital psiquiátrico que aconteceu durante uma pesquisa da disciplina “Psicopatologia Clínica”, em uma clínica psiquiátrica conveniada com a PUC Goiás no ano de 2011, na cidade de Goiânia – GO. Sinceramente eu não fazia ideia do que me esperava por detrás daqueles muros brancos, isolados na periferia da cidade, mas confesso que o contato que tive com aqueles internos foi algo que mudou totalmente a minha concepção de psicopatologia em um nível clínico, psicossocial, dialético e existencial.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Oração do Psicólogo

Senhor,
Só Você conhece em profundidade a criatura humana
Só Você é verdadeiro psicólogo.
Contudo, Senhor, aceite-me como seu ajudante.
Ensine-me as técnicas, oriente-me para não errar,
E quando eu falhar - sei que isso acontecerá -
venha depressa, Senhor, sanar o mal que fiz.

Dê-me um entranhado amor e respeito
pela criatura humana.

Não permite que a rotina, o cansaço
torne-me frio e indiferente ao outro.

Dê-me bastante humildade para aceitar meus erros,
perdoa as ofensas e ajuda-me a
atribuir os êxitos a Você.

Que no fim de cada dia, ao fazer minha revisão,
eu possa dizer em verdade:
Hoje fiz tudo quando dependeu de mim para
ajudar ao meu irmão.

Obrigado, Senhor!

domingo, 26 de junho de 2011

Biografia: Burrhus Frederic Skinner

Burrhus Frederic Skinner (Susquehana, Pensilvânia, 20 de Março de 1904 - Cambridge, 18 de Agosto de 1990) foi um autor e psicólogo estadunidente. Ele conduziu trabalhos pioneiros em psicologia experimental e foi o propositor do Behaviorismo Radical, abordagem que busca entender o comportamento em função as interrelações entre história filogenética e ambiental do indivíduo. Ele também escreveu trabalhos controversos nos quais advoga o uso de técnicas para a modificação de comportamento (principalemente o condicionamento operante) com o intuito de melhorar a sociedade e tornar o homem mais feliz. Contudo a maior originalidade de seu trabalho (pouco reconhecida) é o tratamento dado à subjetividade humana, analisada segundo fatores históricos e ambientais, envolvidos com o chamado comportamento verbal.

sábado, 25 de junho de 2011

Resenha crítica do Filme "Truman, o show da vida" dir. Peter Weir - por Murillo Rodrigues

Truman é na minha e na opinião de muitos críticos, um filme que revolucionou o cinema na década de 90, por retratar a história de nossa sociedade: Uma pseudoideia de uma vida segura, real, tranquila, em um mundo criado somente para nós mesmos em uma grande redoma que rege nossos comportamentos e vontades.

O filme faz uma crítica sensacional às abordagens psicológicas que visam o condicionamento através de estruturas de poder criadas para nos regular. Critica a noção de liberdade, de poder, de ser e de existir no mundo. Um toque genial no filme é a justaposição de nomes como Truman (Ingl. "True" Verdade, "Man" Homen) questionando sobre o que seria a veracidade existencial humana; e Christopher [que faz o papel de diretor] (que deriva da palavra Cristo) trazendo para si o poder de criação do mundo que por ele foi estabelecido no estúdio do "Show de Truman".

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Conheça as Instituições de Ensino Superior de Psicologia em Goiás

Atualização (18/03/2015): Este texto foi escrito em 2011, para conferir a lista atualizadas das Universidades, confira no site: http://www.redegoianadepsicologia.com/2014/12/cursos-de-psicologia-no-estado-de-goias.html.

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Aos interessados em cursar Psicologia no Estado de Goiás ou mesmo pela curiosidade de conhecer os cursos, segue abaixo uma lista das informações das Instituições de Ensino Superior de Psicologia no Estado de Goiás. Antigamente, em Goiás, o curso se restringia somente à capital Goiânia, mas encontra-se em um ritmo de expansão a nível de ensino. Hoje os interessados em cursar Psicologia possuem as seguintes opções de cidades em Goiás: Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Jataí, Catalão, Itumbiara e Formosa.

Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás): Instituição pioneira no Estado no ensino da Psicologia, há 38 anos (desde 1973) forma os profissionais da área em Goiás. Hoje possui em torno de 1200 alunos em dois períodos (matutino e noturno), cuja duração normal é de 5 anos (10 períodos), possuindo o corpo docente de em torno de 120 pessoas (entre professores efetivos e convidados) com o maior nível de titulação de mestres e doutores da Universidade (80% dos professores tem titulação de doutorado e mestrado). O curso é ministrado exclusivamente na cidade de Goiânia e possui uma razoável estrutura laboratorial (necessita de mais investimentos, apesar de ter alguns dos melhores profissionais do Brasil e do mundo em determinadas áreas) que se dividem em cinco núcleos de pesquisa:
  1. LAEC: Laboratório de Análise Experimental do Comportamento
  2. NEP: Núcleo de Estudos Psicossociais
  3. NIAF: Núcleo da Infância, Adolescência e Família
  4. NUPAICC: Núcleo de Pesquisa, Aplicada e Intervenções Comunitárias e Clínicas
  5. NPPS: Núcleo de Psicopatologia e Psicologia da Saúde
O curso de Psicologia da PUC Goiás também possui duas Clínicas Escolas:
  1. CEPSI: Centro de Estudos, Pesquisa e Prática Psicológica, que oferece serviços gratuitos de atendimento psicológico para a comunidade através de estagios supervisionados;
  2. Clínica Escola Vida: Atende a comunidade em uma perspectiva interdisciplinar.
A Psicologia da PUC Goiás recentemente recebeu a avaliação 5 estrelas do Guia do Estudante da Editora Abril (Nota máxima na avaliação de 2010) e, na última avaliação do MEC recebeu 3 pontos (em uma escala de 5), o que demonstra a queda do rendimento discente, mantendo sobretudo a qualidade docente e estrutural. A queda do rendimento dos estudantes deve-se abertamente ao baixo nível do processo seletivo da Universidade que precisa rever urgentemente seu vestibular, que recruta turmas duas vezes ao ano, abrindo vaga para 150 novos acadêmicos nos dois semestres. É a universidade com o curso de Psicologia melhor estruturado no Estado.
Mais informações: http://www.mundopsi.com.br/ - (62) 3946-1097 - Diretora Profª. Drª Adriana Bernardes Pereira




Universidade Federal de Goiás (UFG): O curso de Psicologia da UFG foi formado em 2006, e conta com cursos nas cidades de Goiânia, Jataí e Catalão, atendendo nos turnos matutino e noturno em Goiânia, e em período integral em Jataí e Catalão. Possui o peso educacional de uma instituição federal apesar de ter pouco tempo de curso (5 anos), constituindo um bom corpo docente e contando com a qualidade do vestibular mais concorrido de Goiás, que seleciona os melhores alunos. O curso ainda não dispõe de estrutura laboratorial própria e funciona na Faculdade de Educação (FE). Possui uma grande ênfase na área social e disponibiliza, geralmente, 45 vagas no vestibular para Goiânia (carece de dados das vagas das outras cidades) com a formação para Psicólogo e Licenciatura em Psicologia.
Mais informações: http://www.ufg.br/page.php?menu_id=214&pos=esq - (62) 3209-6211 - psicologia@fe.ufg.br - Diretora Profª. Drª. Maria do Rosário Silva Resende




Universidade Paulista (UNIP): Localizada em um grande Campus na BR 153 na região Sudeste de Goiânia, é uma universidade proveniente de São Paulo (como o próprio nome prediz) com campus em várias partes do Brasil, fundada em 1988. A UNIP era vista como uma das mais conceituadas universidades do país até o dia que um garoto de 9 anos passou no seu vestibular. Realmente o vestibular da UNIP é um dos mais difíceis no aspecto técnino e acadêmico, mas um candidato comumente pode errar mais de 50% da prova e ser aprovado na mesma. Realmente são coisas para ser revistas.
Mais informações: http://www.unip.br/ - (62)3239-4000 - Coordenadora Profª. Patrícia Filadelfo




Faculdades Alves Faria (ALFA): O curso de psicologia da ALFA é ministrado nas unidades Perimentral e Bueno, existente desde 2001 é uma das 3 opções de instituição de ensino superior particular de Psicologia na capital Goiânia, e com uma das mensalidades mais acessíveis da região. A duração do curso é de 5 anos e suas aulas são ministradas no período noturno.
Mais informações: http://www.alfa.br/graduacao/ - (62) 3272-5000 - Coordenador Drdo. Timoteo Madaleno Vieira




Universidade de Rio Verde (FESURV): Como opção de curso na cidade de Rio Verde, no Sudoeste goiano, surge a Fesurv com reconhecimento do MEC em 2007 como instituição apta para lecionar psicologia. O curso segue o período de 5 anos em duas turmas, uma diurna e outra noturna, cada uma contendo 40 vagas.
Mais informações: http://www.fesurv.br/i.php?we=5&grad=13 - (64) 3260-2218 - psicologia@fesurv.br - Diretora Profª. Telma Pereira




Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara (ILES/ULBRA): Estabelecida no Sudeste do Estado de Goiás em Itumbiara, possui autorização do MEC desde 2005. Sua formação segue os tradicionais 10 períodos (5 anos) e suas aulas são ministradas no curso noturno. Possui a disposição de 100 vagas anuais com um corpo docente de 12 professores. A Ulbra tem recebido atenção especial por estar demonstrando uma boa capacidade de desenvolvimento como uma nova instituição de ensino superior no estado, apresentando bons resultados no ENADE e no Guia do Estudante Abril, consolidando-se como instituição do Ensino Superior de Qualidade do Sudeste goiano.
Mais informações: http://www.ulbra.br/itumbiara/ - (64) 3433-6542 - psicologia.itb@ulbra.br - Coordenação Profª Ms. Graziela Freire Vieira




Anahguera Educacional: Localizada em algumas regiões do Brasil, ministra Psicologia na cidade de Anápolis, tendo suas atividades iniciadas no ano de 2002. Teve alguns problemas com relação ao seu nome por estar sendo vinculado à Uni-anhangüera de Goiânia, sendo instituições totalmente diferentes. Não possuímos ainda muitas informações sobre o curso de Psicologia dessa instituição de Anápolis, mas pode-se entrar em contato com a mesma através dos links e opções abaixo.
Mais informações: http://www.unianhanguera.edu.br/graduacao/cursos/cursos.php - (62) 3098-3838



Faculdade Estácio de Sá de Goiás: Com a primeira turma aberta no primeiro semestre de 2011, o curso tem a duração de 5 anos em estado presencial e uma longa jornada a percorrer. É mais uma opção para os candidatos à Academia de Psicologia no Estado de Goiás.
Mais informações: http://portal.estacio.br/unidades/faculdade-estacio-de-sa-de-goias/cursos/graduacao/bacharelado-e-licenciatura/psicologia.aspx - (62) 3601-4900 - Coordenadora Profª. Elisa Leão

Faculdades Instituto de Educação Superior de Goiás (IESGO) : Localizada na cidade de Formosa, a IESGO recebeu autorização para sua turma de psicologia no ano de 2009. Seu curso tem, como os demais a duração de 10 semestres e sua chancela é proveniente da UnB.
Mais informações: http://www.iesgo.edu.br/index2.php - (61) 3642-1900 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Micro-Reflexão sobre a Ética na atuação psicológica

Podemos compreender o ser humano no desenvolvimento da condição de sujeito como protagonista de suas ações morais, ou seja, um ser responsável por suas atitudes. Diante disso parte-se da análise da importância dos temas como Liberdade e Consciência. A liberdade neste sentido é o cerne do existencialismo humano que vem dizer que o homem é um ser livre e responsável por suas escolhas de acordo com as suas possibilidades. A consciência pode ser atribuída à uma fator teológico ou mesmo naturalista, dependendo da visão adotada, sendo para as ideias marxistas, algo social e culturalmente determinada. Nisto tudo, vê-se a ética como um modo de ser no mundo, que visa  principalmente o bom convívio no meio social.
A bioética pode ser vista como uma nova orientação ética ante o desenvolvimento da sociedade tecnocrática, que traz consigo a modernização, o investimento na máquina em detrimento do ser humano. Esse desenvolvimento doentio gera a perca o diálogo e do contato interpessoal e, sendo assim,  é  necessário compreender que a bioética vem para regulamentar as práticas de trabalho e estudo, por exemplo, dentro da psicologia. A bioética na psicologia vêm como um direito à alteridade do outro, à individualidade do mesmo diante do meio, e para fazer com que tenham resguardados como direitos à sua individualidade. Guarda-se a individualidade do sujeito, a proteção em relação aos métodos e instrumentos de estudos, como forma de demonstrar respeito para o homem.
O psicólogo deve manter sua postura ética diante do cliente/paciente, deve manter contato com as necessidades das pessoas e compreender que ali se encontra uma vida e para que haja uma questão de respeito. Neste caso, a ética profissional é uma postura humana diante da vida e do mundo.

Manual de normas da APA - American Psychological Association

Disponibilizo para os leitores psicólogos e futuros psicólogos um link contendo uma cópia do material de normas de publicação da APA.


Clique na imagem para fazer o Download.

O Apego (afeto) dos Bebês

Autor: Murillo Rodrigues dos Santos

É interessante notar que o ser humano passa por um período maior de dependência do que os outros mamíferos, para alimentação, proteção e até mesmo de sua própria sobrevivência em seus primeiros anos de vida, onde o afeto mostra-se determinante para o desenvolvimento sadio do indivíduo. Dentro disso também podemos ver a predisposição dos recém nascidos para um fato importante: O formato pequeno de seus membros, a cabeça grande e sobressalente, os olhos pequenos e profundos, além de sua aparência de fragilidade, parecem ser biologicamente determinadas para atrair a atenção e os cuidados dos adultos.


Segundo Erikson (1950) as primeiras experiências de vida são fundamentais e ele identifica em uma de suas oito etapas de desenvolvimento, a Crise de Confiança Básica versus Desconfiança Básica, onde diz que essa etapa inicia-se no primeiro ano de vida e vai até aproximadamente o 18º mês. De acordo com Erikson é nesse período que as crianças vão desenvolver o senso de confiança que será atribuído a pessoas e objetos. O bebê precisa desenvolver um equilíbrio entre a confiança, que lhe permite formar relacionamentos íntimos, e a desconfiança que lhe permite se proteger. Quando predomina o sentimento de confiança, a virtude da esperança prevalece, quando predomina a desconfiança, as crianças verão o mundo como hostil e imprevisível e terão problemas para formar relacionamentos (Erikson, 1982). Para Erikson, o elemento crítico para o desenvolvimento da confiança é o contato sensível, responsivo e consistente com o cuidador e ele identificava a alimentação como o contexto para o estabelecimento do equilíbrio entre a confiança e a desconfiança básica.

A definição de Apego como um vínculo emocional recíproco e duradouro entre um bebê e um cuidador, cada um deles contribuindo para a qualidade do relacionamento é bastante trabalhada por muitos teóricos como Ainswoth (1979) e Bowlby (1951).

Segundo a perspectiva etológica, bebês e pais possuem uma predisposição para se ligarem um ao outro. Praticamente toda atividade por parte do bebê que provoca uma resposta do adulto pode ser um comportamento em busca de apego como, por exemplo, sugar, chorar, sorrir, agarrar-se, olhar nos olhos do cuidador.

A psicologia ainda nos assegura que crianças com déficit de afeto materno, encontrarão sérios problemas no desenvolvimento cognitivo. Assim, o papel da mãe (ou de um cuidador substituto) é extremamente importante, pois essa relação mãe-bebê, quando desenvolvida saudavelmente, irá definir a saúde cognitiva da criança.

O conflito sobre a Confiança versus Desconfiança, quando não regulado através do afeto pode desestabilizar o que a Psicanálise chama de Ambivalência, pois “o que caracteriza o indivíduo psicologicamente doente é sua incapacidade para regular satisfatoriamente seus conflitos” (Bolwby, 1997, p.21). E é a ambivalência que fala sobre a guerra interior de Eros (Pulsão de Vida) e Tanatos (Pulsão de Morte), que darão base para todo o desenvolvimento da personalidade individual. Por isso, a ausência ou, o afeto irregular poderão desestabilizar bastante o desenvolvimento e a vida de qualquer indivíduo.

Referências

Bolwlby, J. (1997). Formação e Rompimento dos Laços Afetivos (3ª Ed.). São Paulo: Martins Fontes.

Erikson, E. H. (1982). The life cycle completed. New York: Norton.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Efeitos de Reforçamento Positivo em Condicionamento Operante - Panorama Técnico e Histórico

Autores: Jaíne Batista dos Santos
             Murillo Rodrigues dos Santos

Trabalho de Conclusão de Período da Disciplina Psicologia Geral e Experimental I pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Junho/2009, ministrado pela professora Ângela M. M. Duarte, Ph.D.


Meu rato de laboratório da Raça Wistar - Escaminosflau
da Silva - sendo condicionado em uma caixa de
Skinner -  1º Período - Matéria P.G.E. 1 - PUC Goiás
Os precedentes do Behaviorismo são dois fisiologistas russos que desempenharam um importante papel para o surgimento da nova ciência do comportamento. Bechterev (1857-1927) e Pavlov (1849-1936) foram dois grandes personagens que estabelceram ideias para a nova proposta que seria oficializada por Watson mas adiante na história. Bechterev foi o pioneiro em algumas descobertas que baseavam o Comportamentalismo, entre elas o Reflexo Associado, e foi o primeiro a propor a psicologia a se enquadrar nas pesquisas voltadas ao comportamento. Pavlov, por sua vez, foi o descobridor do Reflexo Condicionado e adquiriu notória fama por suas experiências feitas com animais, principalmente no condicionamento com cães. Tais descobertas feitas por esses dois fisiologistas foram de importante base para o novo rumo que a psicologia iria tomar a partir de 1913, na pessoa de Watson.


O Behaviorismo surge oficialmente no ano de 1913 com o Manifesto Behaviorista de James B. Watson (1878-1958), PhD. pela University of Chicago que era considerada o centro da psicologia funcional da época. Tal manifesto se posicionava contra os dois movimentos psicológicos que dominavam a época, o Estruturalismo e o Funcionalismo.

“As premissas básicas do behaviorismo de Watson eram simples, diretas e ousadas. Ele buscava uma psicologia científica que lidasse com os atos comportamentais observáveis e passíveis de descrição objetiva, por exemplo, em termo de “estímulo” e “resposta”” (Schultz & Schultz, 2009, p. 230). Além disso, Watson rejeitava qualquer termo ou ideia mentalista e tudo o que representasse a psicologia subjetiva passível de introspecção. Os conceitos há muito trabalhados por Wundt (1832-1920), Titchener (1867-1927) e James (1842-1910), os grandes nomes da psicologia até a época, como “sensação”, “mente”, “percepção” e “consciência”, são totalmente desprezados pela concepção de Watson para a nova psicologia, como sendo a ciência do comportamento. Apesar disso, é importante destacar o fato de que em nenhum momento Watson nega a existência de processos mentais. Para ele, o problema se dava no fato de que a análise objetiva destes processos era inviável até a presente época e, a sua proposta, não era a afirmação da não-existência de tais processos, mas sim que o estudo destes fosse abandonado mesmo que por um período provisório de tempo. Uma vez que, para Watson, os processos mentais devem ser ignorados por uma questão de método (e não porque não existissem), o seu trabalho ficou conhecido como Behaviorismo Metodológico.

A partir daí se pode definir o Behaviorismo em três fases principais:

1. O Behaviorismo Metodológico: Estabelecido por Watson em 1913 com o Manifesto behaviorista. Watson acreditava que todo comportamento poderia ser reduzido à relação “Estímulo-resposta” (E – R) e baseava-se em uma orientação positivista, mecanicista, negando assim totalmente termos não verificáveis, como os mentalistas. Watson enfatizava bastante o efeito do condicionamento em detrimento de habilidades inatas, e é dele a célebre citação:

Deixe sobre minha responsabilidade uns 10 bebês saudáveis e bem-formados, e a um mundo especificado por mim para criá-los, e garanto escolher alguns aleatoriamente e treiná-lo para se tornar um especialista de qualquer área, seja um médico, um advogado, um empresário, ou até mesmo um mendigo ou um bandido, independentemente do talento, da propensão, da tendência, da habilidade, da vocação e da raça de seus ancestrais. (Watson, 1930, p.104)

2. O Behaviorismo Radical: Estabelecido por B. F. Skinner (1904-1990) em 1945, baseia-se no pragmatismo que é concepção desenvolvida por filósofos americanos, particularmente Charles Pierce (1839-1914) e William James (1842-1910) que tem como noção fundamental segundo Baum (1999, p.37) “é de que a força de investigação científica reside não tanto na descoberta da verdade sobre a maneira como o universo objetivo funciona, mas no que ela nos permite fazer”. O behaviorismo radical, assim, baseia-se na praticidade. O contemporâneo behaviorismo radical não faz distinção entre os mundos subjetivo e objetivo, e se concentra em conceitos e termos, e o objetivo da ciência do comportamento aqui é descrever em termos que se tornem familiares e, portanto, “explicado”, buscando a ampliação da nossa experiência natural do comportamento por meio da observação precisa. As descrições pragmáticas do comportamento do behaviorismo radical tem por fim o contexto em que ocorre e para o behaviorista radical, os termos descritivos não só explicam como também definem o que é comportamento. Nessa perspectiva o comportamento é entendido como a interação do indivíduo com o ambiente, fazendo com que o homem seja assim, o produto e o produtor de tais interações.

3. Behaviorismo Social: Seus grandes nomes são Bandura (1925-) e Rotter (1916-), e outros que, em princípio, são behavioristas, mas que adotaram uma forma bem distinta da proposta por Skinner. Eles questionaram a total negação dos processos mentais e propuseram em seu lugar a Teoria da Aprendizagem Social.

Se a definição do behaviorismo for o estudo do comportamento observado, compreender-se-á que a modificação do comportamento se dá por uma técnica há muito estudada por todos os que se definem comportamentalistas, que é o Condicionamento.

Entende-se por condicionamento o uso de reforçador positivo contiguamente a uma resposta ou comportamento esperado com intuito de aumentar a frequência de tal resposta ou comportamento. Se o comportamento resulta em uma recompensa para o indivíduo, certamente será mantido e aumentará em frequência (Whaley & Mallot, 1971, p.21).

O termo reforçador positivo refere-se à algo que o indivíduo a ser condicionado goste e que sirva para aumentar a frequência da resposta ou comportamento ao qual se seguiu. E esse reforçador só terá eficácia se for aplicado imediatamente após o comportamento desejado.

Existem dois tipos de condicionamento: Condicionamento operante e condicionamento respondente. No condicionamento respondente ou clássico, inicialmente estudado por Pavlov, “se um estímulo, inicialmente neutro em relação a uma dada resposta, for várias vezes pareado com um estímulo que elicia aquela resposta, o próprio estímulo previamente neutro eliciará a resposta” (Staats & Staats, 1973, p.39).

No condicionamento operante um estímulo vem contiguamente a uma resposta (S – R), sendo que o reforçador aumentará a frequência da dada resposta (Whaley & Mallot, 1971, p.34). O comportamento é fortalecido, ou seja, tem mais probabilidade de ocorrer no futuro se é seguido por certos estímulos.

Skinner (1974) afirmou que o condicionamento operante é um processo muito diverso pelo qual uma pessoa chega a haver-se eficazmente com um novo ambiente. Ele e seus colaboradores criaram várias técnicas e instrumentos para estudar o condicionamento operante. O princípio do Reforçamento Positivo pode ser mais facilmente demonstrado usando-se a Caixa de Condicionamento Operante para Ratos (Caixa de Skinner), que foi confeccionada de modo que o comportamento de pressionar uma barra que se projeta na câmara possa ser observado isoladamente de outros comportamentos. A resposta de pressão à barra deveria ser fortalecida, se seguida de determinadas consequências (Staats & Staats, 1973, p.46). Skinner fez vários experimentos com ratos na Caixa de Condicionamento que confirmaram o princípio do reforçamento. A partir desses experimentos, ele concluiu que o condicionamento tem importante papel na vida humana, principalmente no que diz respeito a adaptação e a modelagem de comportamentos.

Há dois tipos de esquemas de reforçamento: Contínuo e Intermitente. No Esquema de Reforçamento Contínuo (CRF) toda vez que o comportamento em questão ocorre é reforçado. No Esquema de Reforçamento Intermitente, nem todas são reforçadas.

Existem quatro tipos principais de Reforçamento Intermitente: Razão Fixa, Razão Variável, Intervalo Fixo e Intervalo Variável. No esquema de Razão Fixa o número de respostas exigidas para que o indivíduo seja reforçado é sempre o mesmo, já em Razão Variável o número de respostas em cada reforçamento varia. No esquema de Intervalo Fixo o requisito para que uma resposta seja reforçada é o tempo decorrido desde o último reforçamento. O período entre o último e primeiro reforçador é o mesmo para todos os reforçamentos. No esquema de Intervalo Variável os intervalos entre o último e o próximo reforçador são variáveis (Moreira & Medeiros, 2007, p.117-122).

Além dos esquemas acima citados, convém citar ainda um esquema denominado tempo fixo em que o reforçador é disponibilizado em intervalos de tempo fixo, mesmo que a resposta não ocorra (Moreira & Medeiros, 2007, p.128).

 
Referências
 
 
Baum, W. M. (1999). Compreender o Behaviorismo, Ciência Comportamental e Cultura. Porto Alegre: Artmed.

Moreira, M. B., & Medeiros, C. A. (2007). Princípios Básicos de Análise do Comportamento. Porto Alegre: Artmed.

Schultz, D. P., & Schultz, S. E. (2009). História da Psicologia Moderna. São Paulo: Cengage Learning.

Skinner, B. F. (1974). Sobre o Behaviorismo. São Paulo: Cultrix.

Staats, A. W., & Staats, C. K. (1973). Comportamento Humano Complexo. São Paulo: EPU.

Watson, J. B. (1930) Behaviorism (Rev. Ed.). New York: Norton.

Whaley, D. L., & Mallot, R. W. (1971). Princípios Elementares do Comportamento.São Paulo: EPU.

Resenha: "Psicanálise: Ciência ou linha partidária?" De Erich Fromm

Por Murillo Rodrigues dos Santos

Erich Fromm escreve este artigo para demonstrar como a psicanálise assume uma postura fanática e dogmática diante da produção freudiana. Fromm começa o texto com um reconhecimento à Psicanálise como um tratamento para a cura da neurose e uma teoria científica sobre a natureza humana mas, mostra por outro lado que a psicanálise tem assumido uma postura religiosa.

From revela a existência de uma cúpula psicanalítica composta por Freud e mais seis de seus seguidores que eram as pessoas responsáveis por determinar fanaticamente e totalitariamente o que “era” psicanálise ou não, ou seja, seriam estes os responsáveis por manter a pureza da doutrina freudiana.

São colocados dois nomes como os primeiros dissidentes da psicanálise: O de Otto Rank (1884-1939) e Sándor Ferenczi (1873-1933). Assim, Fromm acusa Ernest Jones (1879-1958) de ser o causador de uma série de intrigas entre Freud e Rank, fazendo com que ocorresse uma abrupta cisão entre Rank e a Associação Psicanalítica Internacional (IPA). Aqui começava a se desfazer a “corte” dos seis. Ferenczi saiu mais tarde e de uma forma mais gradativa.

Após as dissensões, Jones nomeia Rank e Ferenczi como traidores e, no caso de Rank, diagnosticá-lo de Psicótico Maníaco-Depressivo. Todavia Jones possui um lugar privilegiado na história, por ser o homem que a conta, sendo o biógrafo oficial de Freud e tendo historicamente um caráter duvidoso, o que facilita a sua versão dos fatos.

Fromm demonstra em seus escritos que Freud era amplamente influenciado por Jones à tomar suas decisões e que era portador de uma intolerância sem par e incapaz de perdoar algum amigo que tivesse “traído a psicanálise”. “Jones supõe, aparentemente, que somente uma mente enferma pode acusar Freud de autoritarismo e hostilidade” (Fromm, 1965, p. 110), fala que demonstra o endeusamento de Jones em relação à Freud. Em tudo isso Fromm reafirma o tratamento áspero e mau que Freud ofereceu a seus velhos discípulos e amigos pessoais.

Assim, Erich Fromm segue nas suas investigações sobre como a psicanálise chegou a ser uma linha partidária, dogmática tão forte e levanta uma questão crucial na sua análise. Ele coloca o interesse de Freud para com a política, fazendo a ressalva de que Freud poucas vezes havia manifestado esse interesse e que o mesmo poderia ser inconsciente. Fromm mostra que Freud muitas vezes havia manifestado interesse em algumas questões que estavam sendo postas pelo socialismo, e também por seu interesse em adentrar na Fraternidade Internacional de Ética e Cultura, em 1910, posto que foi dissuadido por Jung, acabou criando o Movimento Psicanalítico Internacional, que “viria a ser uma continuação desse plano” (Fromm, 1965, p. 113).

Sob as motivações de Freud, Fromm (1965) escreve

Seu objetivo era o controle das paixões irracionais pela razão, a libertação do homem em relação à paixão dentro das possibilidades humanas. Estudou as fontes das paixões a fim de ajudar o homem a dominá-las. Sua finalidade era a verdade, o conhecimento da realidade; para ele, esse conhecimento era a única luz orientadora do homem na terra. Esses objetivos eram tradicionais ao Racionalismo, ao Iluminismo, e à Ética puritana. Foi o gênio de Freud que os ligou com uma nova compreensão psicológica da dimensão das fontes ocultas e irracionais da ação humana. (p. 114)

Assim, coloca-se que o inconsciente de Freud era guiado muito mais do que pela busca da cura ou do tratamento das moléstias psicossomáticas que afligiam as pessoas da época, mas sim pela busca do status de um dos maiores líderes ético-culturais do século XX.

Enfim, Fromm defende a ideia de que a psicanálise tenha se tornado uma linha partidária seguindo os interesses inconscientes de Freud para se tornar um grande líder cultural de seu século, e isso exigia um determinado rigor puritano e racionalista que deveria ser seguido à risca. Assim, Freud elege uma intolerância à multiplicidade de ideias como um mecanismo de defesa de suas teorias, fazendo com que a psicanálise deixasse de ter aquele tom revolucionário e caísse na burocracia a qual se encontra pressa até os dias atuais. Fromm também sugere a necessidade que a psicanálise se encontra de uma severa revisão de suas teorias sob o ponto de vista humanístico e dialético para voltar aos caminhos da “pesquisa da verdade” (Fromm, 1965, p. 115).

Referências

Fromm, E. (1965). O dogma de Cristo e outros ensaios sobre religião, psicologia e cultura (2ª Ed.). W. Dutra (Trad.). Rio de Janeiro: Zahar Editores.